segunda-feira, 20 de junho de 2011

Who cares

Às vezes acho que sou uma espécie de psicóloga. Uma ouvinte. Oiço os problemas dos clientes que vêm comprar gás. Oiço os problemas dos conhecidos que encontro no café. Oiço os problemas dos familiares. Ouvi (e já nao oiço mais) os problemas da minha ex-amiga.

Escrevo isto para não me esquecer nunca do que significa a palavra ingratidão. Para nunca me esquecer do que significa ser amigo nesta vida. Para me lembrar um dia de um ditado americano "what goes around comes around" e que um dia, quem nos desprezou, quem não nos ajudou, quem nos ignorou, pode (voltar a) precisar de nós. Talvez até para sobreviver.
Como a minha bisavó.
Desdenhou da minha avó (nora), desprezou, humilhou, foi má. E agora tem de viver na casa dela e depender da bondade dela. A filha querida a quem ela deu tudo, a que estava num pedestal?! Essa extorquiu tudo o que pôde e quando "a vaca não dava mais leite", quando não lhe tinha mais serventia, desprezou-a.
O marido disse que não a quer mais na casa dele.
É então que a vida dá tantas voltas e a coloca numa situação bem diferente da inicial. A minha avó, de quem ela não gostava, que ela tanto maltratou, torna-se o seu recurso precioso. Agora ela depende da minha avó. E a sua sorte é que a minha avó apesar de tudo não lhe deseja mal e a trata bem, mesmo sem ela merecer. Como as coisas mudam!

Infelizmente esta história não ensina ninguém porque as pessoas só aprendem a lição quando batem com os cornos na parede. Sim, é verdade.

A minha falsa amiga que desprezou a minha amizade. Fui amiga dela até ás ultimas instâncias e por ela teria feito qualquer coisa. Sofri muito e continuo a sofrer por ter sido tratada daquela maneira.
Nunca na minha vida voltarei a ser sua amiga. Só se fosse muito estúpida.
Por isso não adianta que ela me mande mensagens a dizer que tem saudades minhas ou que me peça amizade no facebook.
Isso só prova que na verdade ela se comporta como um criança.
Uma mulher como ela já deveria ter capacidade para lidar com as merdas que faz, e se quisesse realmente ser minha amiga, teria de se ajoelhar aos meus  pés e assumir que errou. Teria de me provar o quanto lamenta a situação que ela mesma provocou. Teria de me pedir perdão por me ter magoado.
Já não é a primeira vez que nos chateamos, nem éramos amigas há meia duzia de meses. Se ela me conhecesse saberia que eu sou uma pessoa rancorosa e que nunca dou o braço a torcer sabendo que tenho razão.
Se ela me conhecesse saberia. Se ela fosse realmente minha amiga saberia.

Mas as pessoas estão tão centradas em torno do seu umbigo. Demasiado centradas para ouvir os outros, para conhecer os outros. Para se dar ao trabalho. As suas vidinhas inuteis são tão importantes!
Mas alguém quer saber o que eu estou aqui a escrever??? Claro que não! Ninguém quer saber dos meus "dramas" para nada! E eu tenho de ter noção disso, caso contrário apanho uma grandessíssima desilusão.
As nossas vidinhas são realmente inuteis e insignificantes para os outros.
Mas alguém quer saber se eu estou triste? Se eu tenho o que comer? Se eu sou feliz? Se eu progrido ou regrido? Se a minha filha tem sapatos para calçar? Se tem boas notas na escola?
Não, meus amigos, ninguém quer saber disso para nada. Então porque temos nós necessidade de o dizer? Alto e bom som. Ganhei um prémio. Estou doente. Tirei um curso. Estou triste. Casei. Tive um acidente. Gosto de musica. Mudei de casa. Sou feliz. Sei fazer. Não sei fazer.

Who cares?

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Finalmente comprei outro disparador remoto para a minha máquina. Não faço auto-retratos desde que perdi o anterior, no campo, em Março... quase 3 meses depois... chega a casa um novinho em folha.
Ando um pouco desmotivada e cansada, talvez ele me ajude a recuperar o ânimo.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

José e Pilar

Na sexta-feira fui ao cinema, estava desejosa da oportunidade de ver finalmente José e Pilar. Nunca li nada que ele tenha escrito (mas agora já tenho um bom motivo para ler A viagem do elefante) , mas quis o destino que a minha casa pertencesse a uma rua com o seu nome. Como acontece em todas as vezes que vou ao cinema, fartei-me de chorar. Já sabia mais ou menos como o filme era, que aliás nem é filme, é documentário, mas mesmo assim não pude conter as lágrimas ao ver como foram os seus últimos anos e a despedida do amor da sua vida.
Comove-me toda a beleza das cenas em slow motion, com o vento forte a bater-lhes nas roupas e a revolver-lhes os cabelos, a música... Toda a singeleza de pensamentos e palavras sinceras, o carinho e a dedicação da sua Pilar, o seu pilar, como ele mesmo disse. A beleza do dia-a-dia e de certos gestos de amizade (essa palavra quase esquecida no coração das pessoas...).
Trás à tona uma pequena porção de pensamentos que por vezes não queremos ter, aos quais não nos queremos dedicar. A morte e o seu significado para cada um. O objetivo da vida, aquilo que nos move e o fato de muitas vezes desejarmos fazer algo que deixamos para segundo plano, porque há valores maiores à frente.
Duas horas para pensarmos na nossa vida também.

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Como preparar uma exposição em 2 dias

e vender gás ao mesmo tempo.
Sim. É possivel.

1º - Tentar manter a calma e parar de dizer palavrões.
2º - Pedir por favor ao laboratório para me enviar as impressões no próprio dia da encomenda.
3º - Passar uma manhã inteira a tratar as imagens: ultimos ajustes, exportação, redimensionamento. Uma hora para fazer upload de 10 fotografias. Nervos em franja até entrar em colapso.
4º - Entretanto atendo clientes e chamadas telefónicas, faço faturas e vendas a dinheiro e tento não mandar o terminal de multibanco à parede por se recusar novamente a funcionar em condições.
5º - Á tarde o laboratório recebe a encomenda e pagamento, faz a impressão e envia no mesmo dia.
6º - Rezar para que as impressões cheguem realmente no dia seguinte e com boa qualidade de impressão (Preto e branco tudo bem. Cores... pois. Só mesmo no monitor. Vermelhos então, nem vê-los. Tenho o monitor calibrado, mas não me entendo com a impressão. Uso ProPhoto como espaço de cor e 16bit, mas já tentei com outros e mantem-se o problema.)
7º - Parar novamente de dizer palavrões e respirar fundo.
8º - No dia seguinte ás 10h recebo as impressões.
9º - Tento descobrir onde arranjar k-line no neste fim-do-mundo.
10º - À hora de almoço, visita ao local da exposição.
11º - À tarde recebo o k-line (já cortado e tudo, UAU!) e faço a colagem das fotos. Está quase!
12º - Organizo as fotos por disposição e embalo-as para enviar para o local.

Yaaayyyyyyy!!!! Consegui!!!
Não foi nada fácil e ó como eu odeio trabalhar sob pressão!
Mas adorei ver as fotos impressas e aos poucos vou conseguido expor aqui e ali.
Não é em nenhuma galeria de arte em Paris ou Inglaterra, mas vou subindo degraus. :)

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Stop motion


  Ontem fiquei a ver as nuvens a passar. Este video fiz a partir da uma série de não-sei-quantas fotografias, tantas quantas o meu dedo permitiu naquele momento. Depois disto quis fazer mais mas o céu não permitiu, ficou envergonhado e choveu, choveu. O video não tem som porque não foi editado, foi feito na máquina fotográfica com o software (incluido) que permite fazer um "filme de animação". Tive saudades do meu disparador remoto, ter-me-ia facilitado muito o trabalho, não tivesse ele ficado no meio do campo quando fui fazer aquelas fotos. Já lá fui tantas vezes com esperança de o encontrar, mas acho que foi engolido por uma planta carnívora. Ou talvez quisesse mudar de vida, quem sabe?

Descobri que a minha 50mm é uma maravilha para fotografar o céu. Bem que eu gostava de uma olho-de-peixe para fotografar os céus, mas neste caso nem a 35mm fazia melhor. Da minha varanda há pouco céu azul entre o prédio da frente, o do meu lado e as horriveis luzes laranja da cidade. Não podia ter ficado melhor. :)

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Há dias assim

Dias em que tudo parece estranho. Em que nos olhamos ao espelho e não parecemos nós. Ou que nada nos corre a jeito. Em que não queremos ouvir, mas ao mesmo tempo pensamos em como seria bom ouvir. Em que temos fome mas a comida não nos cai bem. Em que pensamos nas pessoas que gostamos mas não queremos estar com elas.
Porque nos sentimos desajeitados, desajustados, fora de contexto. Porque nalguns dias não conseguimos disfarçar.
Eu já fui despreocupada, popular, tive muitos amigos e amigas, namorados e liberdade até dizer chega.
Depois responsabilidades e todas as coisas que a idade adulta trazem consigo.
Até que um dia um menino me perguntou: " -O que é que tu estás a fazer aqui?
Eu pensei... aqui onde? No emprego? Nesta cidade? Neste planeta? Ou simplesmente dentro deste corpo? Nesta vida?
Ás vezes esforço-me para não ouvir o eco daquela vozinha pequenina que um dia me fez uma das perguntas mais importantes de sempre.
Escrevo isto hoje e pergunto-me: -Quem irá ler? Devo eu escrever isto?
Ás vezes não se trata de uma questão de direito, mas de dever. Há coisas que devem ser extraidas.
Porque embora tudo na vida de cada um se trate do "eu", nada deve interferir na vida do "outro".
Recordo-me de uma tal professora que desculpava a sua incompetência com uma depressão.
A questão é que todos têm os seus problemas, os nossos não serão decerto mais importantes que os dos outros porque para cada um o seu problema é sempre o maior e o mais importante. Cabe a cada um tomar conta do seu, para que não afete ninguém além de si próprio.

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

De papel

Um dos desfiles mais bonitos que já vi.
Quem viu ao vivo ficou chocado... pudera! :)

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chove chuva

Bem sei que ainda é Primavera e não Verão, mas para mim chuva é só no Inverno. Ontem à tarde choveu e a chuva parecia gordurosa, com um cheiro estranho. Não sei quanto tempo mais o planeta ou nós próprios aguentaremos tanta poluição.
Bem, nem vou falar mais nesta assunto que é para ver se não me chateio! :)
Boas notícias para os bloggers.
O blogger resolveu presentear-nos com a Vista Dinâmica, 5 novos modos de visualização, que qualquer pessoa pode aplicar ao blog que quer visualizar. Atenção, pelo menos por enquanto este modo não fica ativo no blog como modo de defeito (default), é uma opção para a pessoa que visualiza. Ou seja, isto é uma aplicação que não altera nada em definitivo, apenas altera a o layout para quem vê. (De futuro será personalizável, mas por enquanto só temos esta opção).
Funciona assim, quando o blog tem o site feed ativo e completo, nós ao escrevermos na barra de endereço, no fim da frase, a palavra "view", ativamos o modo "vista dinâmica". Não é nada complicado, é só juntar 4 letras. Para quem tem preguiça ou para quem não conhece, eu juntei um botão à barra lateral, é só clicar e altera automáticamente. Sim, porque estamos em tempo de automatismos :)
Aqui podem ler tudo sobre o assunto e quem sabe,adaptar também :)

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

O internet explorer 9

vai pelo mesmo caminho que o sistema de saúde nacional.
Quem já atualizou sabe do que estou a falar.
Problemas de compatibilidade com o gmail, facebook, blogger... enfim, o explorer 9 não veio para ficar, pelo menos não no meu laptop.
Felizmente na net aprende-se tudo, até como "regredir".
Aqui ensina-se como.
Não só neste país mas talvez também no mundo é necessário estar sempre a mudar, não sendo necessáriamente para melhor!
Portanto, eis o meu veredito: sou contra o explorer 9.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

O sistema nacional de saúde é uma merda.

Mas isso toda a gente já sabe.
O que eu ainda não sabia era que os médicos de familia E os delegados de saúde se RECUSAM a emitir atestados médicos para a habilitação de conduzir veículos.
Ou seja: há dois anos que ninguém me atende no centro de saúde ora porque a minha médica de familia está de baixa médica e não há ninguém para a substituir; ou porque não adere à "consulta do dia", uma forma de os doentes urgentes serem atendidos sem entupirem as salas de espera das urgências; ou porque se calhar é uma pobre coitada que está cheia de trabalho e quem está doente tem mais direitos que eu, quer trabalhe (E DESCONTE) ou não.
E eu não sou de falar só por falar, já fiz uma reclamação lá no livrinho do centro de saúde.
A minha"exposição" foi analisada, e depois da análise veio o veredito.Lamentam muito. Posso sempre mudar de médico. Lamentam muito. E esperam (de braços cruzados) que a situação se resolva.
Ahhhhhh! Que interessante! Não sei qual o motivo de orgulho do pós 25 de Abril. Parece que há quem se sinta feliz por poder falar livremente.
Eu preferia falar menos mas ser ouvida de vez em quando para variar. É que hoje em dia por muito que se fale ou reclame, de nada serve.
O que é certo é que agora tenho de marcar uma consulta no privado para que ele me faça um exame rápido de 10 ou 15 minutos, a despachar e me preencha um papel!
Coisa que eu podia ter gratuitamente, e à qual tenho DIREITO, porque desconto todos os meses 11% do meu salário. Enfim, hoje estou mesmo irritada.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Dá o exemplo

e espera pelos resultados.
É uma boa técnica para observar o comportamento dos seres humanos.
Provavelmente alguém ainda se lembra de eu ter falado no sr. Martinho, um senhor que é cego e passa quase todos os dias em frente ao meu local de trabalho. Na altura expressei a minha desilusão em relação ás pessoas de um modo geral, que podiam ajudar estas pessoas que têm algum tipo de deficiência, não custa nada, e não o fazem. Incomoda-me mais ainda o fato de muita gente conhecer esta pessoa, saber perfeitamente o problema que ele tem e não ter a atitude de 'dar uma mãozinha' ou neste caso específico, emprestar um par de olhos.

Sempre que eu o vejo, ou que consigo reagir em tempo útil, vou lá fora ajudá-lo. Não me custa nada e para ele é uma grande ajuda. Ele até consegue atravessar as ruas sozinho e fazer a sua vida sem ser necessário que o ajudem, mas sempre que há um obstáculo (como foi o caso deste buraco que ocupa o passeio inteiro e já dura há alguns meses, por causa de umas obras) o sr. Martinho pode beneficiar muito com uma pequena ajuda, que não nos leva mais de 2 minutos, já com um dedo de conversa incluída.

O milagre acontece e o Ser Humano, qual macaco de imitação, muda as suas atitudes de sempre, tendo um pouco mais de preocupação com o bem-estar do próximo. Trocando por miudos: as pessoas daqui, que tanto me viram ajudar o sr. Martinho, começaram a ajudá-lo também e muitas vezes quando não o vejo passar, apercebo-me depois que alguém foi ajudá-lo, emprestando os seus olhos a alguém que já não tem os seus há muito. Não foi só uma pessoa, foram várias que já o fizeram e isso faz-me muito feliz. É a certeza que o humano ainda não se transformou totalmente em pedra e além de muitas palavras, ainda há alguns atos.

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sábado, 5 de março de 2011

Internet segura???

Qual quê?!
Quando penso nas coisas que a minha miuda pode ver na net sem querer, até me arrepio!
Hoje fui ao mercado e comprei flores. Eu e o vendedor falámos de flores, nomes técnicos e nomes comuns e quando voltei decidi ir ver imagens de plantas na net. Entretanto lembrei-me de um nome, mas não me lembrava que flor era, escrevi 'miosotis' no google e cliquei no separador 'imagens'.
Além de ver a flor, vi também uma senhora afro-americana em poses muito pouco lisonjeiras, mostrando os seus peitos DEMASIADO grandes (demasiado em maiusculas porque são realmente grandes e não me lembro de nada maior que 'demasiado' em maiusculas). Como se não bastasse o facto de ver a senhora a mostrar o que tem de sobra, ainda vi a senhora em pleno ato sexual (Sim, ato. Tem de ser...).

Nisto pus-me a pensar: bem, é ofensivo, mas não é nada que não tivesse já visto.
Mas... e a minha filha de 9 anos??? Que é uma doce e inocente menina?! Para já ela não usa o pc sózinha, tanto quanto sei nem em casa nem em lugar algum. Mas o que é certo é que já tem TPCs que incentivam a pesquisa. Eu já a ajudei a pesquisar dados para trabalhos da escola. Por acaso nessas alturas penso: e se de repente aparece algo ofensivo? O que digo e faço? Não é que ela não saiba mais ou menos o que é, já deu a parte do corpo humano e da reprodução na escola e eu já abordei a questão do periodo, parto, contraceção (uuui! aqui fica mesmo estranho não levar o 'p'!), ginecologia, etc. Mas a questão do sexo explícito é ofensiva pela forma como se apresenta.

Um destes dias fui a Santarém. Era domingo e demos uma volta pela cidade, vimos vários lugares e passeámos a pé pelas ruas de comércio tradicional. Havia uma pastelaria (e segundo a Sara, uma das mais antigas da cidade, senão a mais antiga). Só quando chegámos perto, vimos que na montra havia bonecas e bonecos feitos de massapão, em posições do Kama Sutra. Não só era feio pelas posições em si, mas como os bonecos tinham os orgãos sexuais BEM visiveis, se tornava obsceno. Não tive tempo de me pôr à frente da montra ou de desviar as atenções dela, a minha filha já tinha visto.
Primeiro não disse nada, mas eu vi a expressão na cara dela. Era um misto de tristeza, choque, vergonha...
Pus o meu braço por cima dela e perguntei-lhe se tinha visto. Ela disse que sim. Disse-me com cara de quem estava repugnado com aquilo "Era feio, parecia que estavam a gozar". Já nem me lembro bem do que lhe disse, mas fiquei mesmo triste. É assim que se estraga um passeio e a doce inocência de ser criança. Ás vezes gostava mesmo que a sociedade regredisse pelo menos 50 anos.
É que não há bom senso! Passou-se diretamente da opressão para o exagero. É um exibicionismo!
É como na praia. Estamos nós muito bem, descansadinhos da vida e eis que aparece alguém que decide pôr as maminhas a apanhar sol. É pá, eu não tenho nada contra mas isso incomoda-me. Fica a minha filha admirada por tar a ver as mamas a alguém que não conhece de lado nenhum, o meu marido não se espanta, mas muito sinceramente prefere não ver e eu que estava tão sossegada só a pensar no sol, no mar e no fato de naquele dia não estar a trabalhar, tenho de estar a ver as partes intimas a alguém. Ah, e mais: se eu ou o meu marido, que já lá estávamos, tirarmos a máquina para fotografar alguma coisa, seremos seguidos com o olhar para onde quer que nos viremos, não vá se dar o caso de tirarmos uma fotografia ás mamas de alguém... ó céus! Será que as pessoas não se apercebem que incomodam os outros ou será que gostam mesmo de o fazer? Ainda não entendi.
Nos espetáculos de teatro/dança acontece a mesma coisa. Mas quando é que vão entender que isso não é de todo necessário? Não é a nudez que faz com que algo seja bom. Chama a atenção, sim, pode ser. Mas será no bom sentido? Valerá a pena? Ou como dizia antes: será uma questão de exibicionismo? Porque não se exibem aos seus companheiros de vida? Não é para isso que nós partilhamos a vida com alguém: para partilharmos tudo? O que eu tenho para exibir, exibo ao meu e garanto que é bom para os dois :)

Podem dizer que ver um corpo nu é bonito... sim, pode ser. Por acaso vejo o meu todos os dias ao espelho quando vou tomar banho. E não sinto a menor necessidade de o mostrar a toda a gente. Nem sinto votade de ver o dos outros. São todos parecidos! E se queremos ver corpos, hoje em dia basta ligar a tv. É nas novelas, nos filmes, nas séries... para dizer a verdade, prefiro ver um belo vestido, um bonito tailleur ou um elegante fato de banho.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

S. Valentim

Embora tenha sido um dia agradável, não foi tão bom como hoje que chegaram os nosso presentes!
Já eram para ter chegado mas houve um ligeiro atraso na entrega.
Mas é sempre bom receber presentes, mesmo que cheguem atrasados!!!

Para ele uma Tamron 70-300.
Para mim uma 50mm 1.8 *-*
É caso para se dizer que "é pró menino e prá menina" lol
Aiaiaiaiaiaiai que bom!
O que faz uma 50mm que não faz uma 35mm ou uma 18-55mm? Muita coisa!
Faz toda a diferença para quem gosta de fotografar coisinhas do dia-a-dia! É uma lente das quais é dificil nos separarmos e ao mesmo tempo apesar de ser manual, é muito rápida de manusear! O foco ao infinito é excelente e o bokeh é uma maravilha!!!
Agora desculpem que eu vou fotografar, fotografar, fotografar!!!!

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vou no bom caminho

pelo menos ainda não desisti! :D
Já lá vai um quilo, ou seja apareceu no fundo do túnel aquela luz que eu procurava!
Tenho comido menos carne e doces zero. Bebo chá, como mais fruta e tento comer menos quantidades de cada vez. O que custa é começar. Depois leva-se bem.
Falta mesmo voltar a pedalar, mas o tempo não tem estado nada bom para isso. Além disso uma roda está furada e o J. ainda não a arranjou (grrr!...). Como eu detesto ginásios (sim, eu sei que isso é só uma desculpa porque eu detesto fazer exercício desde sempre... ) acabo por não mexer um músculo, excepto quando faço limpezas em casa, e isso não conta! Pois, eu podia fazer aqueles exercicios que dá para fazer em casa, mas encontro sempre algo mais interessante para fazer. Enfim, bem que me fazia falta, mas de vez em quando ponho uma musica que gosto e danço! Olha, é uma boa desculpa para ir à disco no fim-de-semana! :D

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Passei das marcas

e muito!
Ai ai.
Tenho andado constipada (e eu a pensar que este ano conseguia atravessar o inverno sem uma constipação) e ontem fui à farmácia comprar umas pastilhas para a garganta.
Pois. Não consegui passar pela balança sem me sentir tentada a ir lá para cima. Lá vai a moeda de 50 (bolas!!! 50 cêntimos por um papel?!) e... aaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Tenho 10 quilos a mais que aquilo que deveria ter (aquilo que consegui conquistar há quase 2 anos atrás...)!
Isto assim, visto no papel ainda me aterroriza mais. Se fosse uma balança normal, daquelas que não sai o papel eu acho que era mais fácil esquecer este pesadelo.
E chega a primavera, roupas mais curtas e justas, depois o verão e o bikini (ai!!!)... e então decidi que tem de ser. Plano de acção estratégico para eliminar uns bons quilos a mais. Pela experiência anterior lembro-me que dava para perder cerca de 4 quilos por mês, sem deixar de comer. Basta:
* acabar com os cafés ou reduzir para 1/3 (não é o café, é o pacote de açúcar que vai lá dentro...);
* doces: 0 (e com isto quero dizer zero, nada mesmo. custa muito, sim, é horrível para uma pessoa que adora doces como eu mas é por uma boa causa. É só fazer um GRANDE esforço para ter isto em mente :D );
* reduzir o consumo de carne (pelo menos a mim ajuda)
* comer mais sopas, vegetais, fruta e gelatina como sobremesa ou lanche;
* ah, e não esquecer de trocar o leite e bolachas ou o nestum do pequeno-almoço por uns bons cereais sem sabor :P
* por ultimo e não menos importante: voltar a andar de bicicleta. Sim, porque isto de andar de carro para todo o lado é muito confortável e poupamos muito tempo, mas a celulite e a falta de energia estão directamente relacionadas com a falta de exercício físico (falo por mim).

E pronto, é isto. Agora vamos ver quanto tempo aguento....
Bem, o facto de escrever isto tem esse fim, o de cumprir mesmo este plano. Há coisas que se tornam reais no momento em que as colocamos para fora, seja através da voz, da caneta ou do teclado, e acredito que a força de vontade para cumprir objectivos tem essa necessidade. Deixar de fumar é mais ou menos a mesma coisa é uma questão de vontade e essa vontade cresce muito no momento em que colocamos tudo para fora e dizemos para nós mesmos: eu consigo porque eu sou forte o suficiente!

Vocês!.... Foram vocês que me atraiçoaram!!!
Bem, vamos esquecer esta imagem, ok?

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Um mês depois

outra extracção. Ontem extraí o siso.
Foi preciso coragem para me sentar naquela cadeira outra vez, apesar de saber que estou em boas mãos. Espero ter cortado realmente o mal pela raíz.
Fui cosida por isso há menos hipóteses de infectar e parei de ter sangue na boca mais cedo.
Quando finalmente cheguei a casa e tive oportunidade tomei um analgésico e fiz gelo. Com o calor que está senti-me febril, mas talvez não fosse febre, talvez fosse mesmo do calor. Fiquei mole e sonolenta com os medicamentos. Tentei não dormir logo.
Dormi um pouco.
Comi uma sopa, bebi leite, comi um gelado.
Dormi.
Acordei com aquela conhecida sensação de ter sido esmurrada.

Dentro de mim rezo para me curar depressa e de vez.

Hoje é mais um dia de cão.
Há nuvens no céu e um vento estranho.
Gostava de não ter vindo trabalhar, mas no fundo sei que até estou melhor aqui que em casa.

Preciso de terminar depressa o trabalho da escola.
Preciso de tirar as fotos para revelar no sábado.
Preciso muito de não estar doente.
Preciso de viver.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Novos desenvolvimentos na saga: "medicina dentária"!

A muito custo estou a conseguir cicatrizar bem a minha extracção.
A muito custo porque tive uma infecção que me impedia de abrir a boca e de mastigar.
Várias manhãs seguidas tive a sensação de acordar com um enxame de abelhas na boca.
Tive muitas dores, tomei muitos medicamentos, desperdicei as minhas férias, andei meio louca durante algum tempo, passei noites em claro meio deitada, meio sentada.
Mas, vendo as coisas pelo lado positivo agora que estou a melhorar já só me faltam dois dentes para ter uma boca sã. Coisa que posso fazer nas calmas.

Não.

A infecção e o abcesso voltaram mesmo não estando lá dente.
E depois do raio x, do teste do toque e do frio concluiu-se que não há problema com a extracção, não há fragmentos de dente lá e já não tenho o osso á vista, mas os dentes á direita e á esquerda do molar extraido têm sérios problemas. Um deles é o siso que tem sensibilidade ao toque e que depois da extracção se começou a deslocar e não me deixa fechar a boca correctamente. O siso tem de ser extraido.
O outro molar tem sensibilidade ao frio e tem de ser desvitalizado. Ou seja: no minimo dos minimos + 200€ para arranjar dois dentes... QUE JÁ FORAM ARRANJADOS!!!
E provavelmente vou ter de colocar uma coroa no desvitalizado e mais duas noutros dois desvitalizados anteriormente (cerca de 400€ cada uma).
E agora eu pergunto: porque é que eu pago tanto dinheiro ao estado português?
Quando eu preciso tenho de pagar tudo na integra!

Neste momento estou a tomar Spidifen (HORRIVELMENTE HORRIVEL!!! Sabe tão mal que aquilo que comermos ou bebermos a seguir também sabe mal!), que é analgésico e anti-inflamatório e em vez de ter consulta no dia 7 para terminar a restauração do desvitalizado, tenho mais uma consulta já na próxima semana para começar a desvitalizar o molar.
Porquê? Que mal fiz eu a alguém???

*Nota: O Blogger está a gozar comigo. Quando acabei o post e publiquei apareceu-me um anúncio da "Clínica Sorriso Saudável". Será um aviso do além? :))

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Analógico vs. digital

No passado sábado começei um curso de fotografia analógica.

Vamos fazer fotogramas, revelação, e finalmente vou fazer pinhole!

Adoro digital mas também gosto muito de analógico. Não sou contra nem um nem outro método porque o que eu gosto mesmo é do resultado final. Por isso gosto de fotos em digital, em filme ou Polaroids!
Não sou fã incondicional de todo o processamento embora também goste de o fazer. Normalmente trabalho com digital em modo manual porque gosto de ser eu a fazer tudo, mas já fiz captações em automático porque há situações em que sei que naquele modo o resultado será melhor.

Mas não posso de todo dizer que só em analógico se faz fotografia de verdade e que toda a criatividade está no analógico. Nem acho que faz sentido fazer manipulação em laboratório e ser contra a manipulação digital! Acho que com o digital podemos perder tempo noutras coisas, dar largas á imaginação quando fazemos a captação e perder aí mais tempo. ou trabalhar mais na edição de modo a melhorar uma foto. Ou gastar mais dinheiro numa viagem para fazer umas fotos ao invés de gastar um valor absurdo em quimicos e papéis. Agora a questão podia ser que "qualquer um pode fazer uma boa foto". Pois pode. Mas é como aquele quadro pintado apenas com uma cor e uma linha no meio. Qualquer um podia ter feito. Mas não fez. Foi aquele artista que teve a ideia e concretizou.

Agora é tudo uma questão de bom senso, não copiar os trabalhos dos outros artistas e ser moderado na edição são os meus lemas. Sou contra o plágio embora pense que nos dias de hoje alguém pode estar a plagiar sem saber, porque há tanta oferta, tantos artistas, tantas ideias que ás tantas há-de aparecer um ou outro trabalho semelhante ao de alguém. Edição para mim é melhorar uma foto sem exagerar. E isso é algo que cada um deve procurar na sua evolução enquanto artista, é uma coisa que se vai desenvolvendo em nós quando começamos a aperfeiçoar o nosso trabalho.

Eu pergunto-me uma coisa: quando alguém que afirma gostar apenas de analógico vê uma exposição em digital, se não souber que é digital só terá uma opinião depois de analisar o trabalho e perceber se é digital ou analógico? Será isto possível?
Quando alguém olha para uma coisa ela transmite-lhe algo e quase automáticamente ela gosta ou não. Para mim "uma imagem vale mais que mil palavras", há quem pense que só vale se for analógica.

Será isso gostar de fotografia?

Não terá valor o trabalho de fotógrafos que passam semanas longe de casa, que têm de pedir autorizações para chegar a locais ermos, que têm de organizar-se minuciosamente de forma a ter tudo o que se precisa no local,que passa horas a seleccionar imagens, a editá-las, que gasta um dinheirão em equipamento para nos mostrar o mundo lá fora em guerras, ou no fundo do mar? Não terá valor o esforço de alguém que mesmo com pouco equipamento estuda e se esforça por melhorar o seu trabalho todos os dias?
Não terá esta minha foto valor algum só porque a fiz em digital, em menos de 5 minutos e a editei no camera raw? Para mim tem, tem significado, é bonita e transmite-me algo de bom. E para mim é o suficiente.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

bem lá no fundo / deep inside

Bem lá no fundo do coração de todas as mães há um monstro. Um grande monstro feito de medos e preocupações. As piscinas e praias podem ser muito divertidas (como foram para nós duas nesta sessão) mas podem ser verdadeiramente perigosas. Têm o poder de num minuto levar de nós aquilo que temos de mais precioso. Não tirem os olhos deles nem um segundo. Pois esse segundo pode ser o último.

*Ela pratica natação e sente-se muito á vontade com a água. O meu monstro deve sentir-se faminto pois eu fico mais segura. Ainda assim não tiro os olhos dela.
Quero com esta foto combater esse meu monstro e também alertar outros pais, irmãos e principalmente AVÓS, (porque quase sempre são eles que passam mais tempo com as crianças) para este perigo que ganha forma todos os verões.

Todo o cuidado é pouco.

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Deep inside the heart of every mother there is a monster. A big monster made of fears and concerns. The pools and beaches can be very fun (like this one was to both of us in this session) but can be truly dangerous. They have the power to take away what we have more precious in a minute. Do not take off your eyes of them, even for a second. This second may be the last one.

* She swims and feels very comfortably with water. My monster should feel hungry because I feel less woried. Still not take my eyes off her.
I want to fight my monster with this photo, and also make aware other parents, brothers and especially GRANDPARENTS (because frequently they spend more time with the kids) to this danger that takes form every summer.

Every care is low.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meus amigos, pensem um pouco mais na vida

Corta-me o coração e mais que isso irrita-me profundamente ver a falta de sensibilidade que muita (a grande maioria) das pessoas tem para com os problemas dos outros.
Não estou a falar de problemas emocionais ou financeiros, estou a falar de problemas fisicos.
Problemas de falta de visão ou de locomoção.
Não vou muitas vezes aos correios, mas quase todas as vezes que lá vou vejo problemas com dificuldades em abrir a porta, ou porque são idosos, ou porque têm alguma deficiência física.
Pois há sempre pessoas á espera, de braços cruzados sem fazer nada que podiam ajudar estas pessoas, sendo que salta á vista o problema de cada um, e ninguém ajuda ninguém, ou pelo menos ninguém ajuda até a pessoa assumir que não consegue sozinha e pedir ajuda. Com que necessidade?
Custa alguma coisa abrir a porta a uma velhota sem que ela peça? Aliás, se ela está do lado de fora, como pode pedir?
Á dois dias deparei-me com uma senhora que apesar de anã e de se deslocar em cadeira de rodas, tenta fazer a sua vida normalmente (com muito mais esforço que qualquer um de nós, claro), estudando, trabalhando, e alertando para os problemas com que se depara no dia-a-dia sempre que pode.
A senhora foi enviar uma encomenda, até aqui tudo bem. Quando entrei ela já lá estava, nem sei como entrou. É que a porta apesar de ter rampa com um bom tamanho, é muito pesada e está sempre fechada, torna-se dificil subir uma rampa e empurrar aquela porta ao mesmo tempo. Ao sair é descer a rampa e puxar a porta ao mesmo tempo: mais dificil ainda.
Antes que ela passasse pelo embaraço de a tentar abrir e deixar cair as coisas e fazer-se ali um grande aparato, fiz como faço sempre que vejo situações destas: desloquei-me para perto dela quando vi que ela se ía embora perguntei-lhe se precisava de ajuda com a porta e abri-a antes de ela pedir.
Não seria necessário fazer-se nenhuma alteração a este sistema da porta se toda a gente fizesse este gesto tão simples que não nos custa nada e para eles é muito.

O senhor Martinho é cego e passa todos os dias na rua em frente ao meu local de trabalho.
Todos os dias o vejo sair de casa e vir passar um bocadinho de tempo á sede do partido.
Muitas vezes há obstáculos e é rara a pessoa que o ajuda, ficam a olhar, e ninguém faz nada. Hoje estacionaram um carro mesmo no sítio onde ele passa. Através da montra vejo-o aproximar-se. Antes de ele lá chegar, levantei-me, atravessei a estrada e pegando-lhe no braço avisei-o do que se passava, que estava ali um carro e ajudei-o a atravessar.
Antes de eu chegar perto dele passaram várias pessoas que ao vê-lo se desviaram dele.
Pois não basta sair-lhe do caminho. É preciso AJUDAR!
O que nos custa a nós que temos os nossos olhos sãos ajudar a ver quem não os tem? É muito difícil para mim ver estas coisas acontecerem quase todos os dias, ver a frieza com que se lida com os problemas dos outros.
Os problemas dos outros podem ser os nossos um dia.
Meus amigos, pensem nisto e pensem que um dia podemos ser nós a precisar de ajuda.
Nós que agora temos tudo, um dia podemos não ter nada.
E caso isso aconteça vai ser muito importante para nós ter a ajuda dos outros.
Se todos fossemos civilizados não seria necessário ninguém pedir ajuda porque antes de a pedir já estaria lá alguém para ajudar. Temos muito que crescer interiormente e evoluir.

Á Jé digo sempre: "Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti."
Pois a esta frase deveria acrecentar-se "E faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti".

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